sexta-feira, 30 de abril de 2010

P.R.O.C.U.R.E...

AGUARDE E PROCURE...




MAIS UMA PRODUÇÃO COMPANHIA.SUBJETIL

sexta-feira, 9 de abril de 2010

TRANSBORDAMENTO...

Me propus a ler Artaud - O Teatro e Seu Duplo - e como eu sempre pego pra ler e nunca termino, dessa vez decidi que vou terminar. Me propus isso!
Como artistas acredito que precisamos nos colocar sempre em desiquilíbrio, então pra começar deixo pra vocês uma parte do Prefácio.

Um beijo meus amores... Paty.Cipriano



“Nossa idéia petrificada do teatro vai ao encontro da nossa idéia petrificada de uma cultura sem sombras onde, para qualquer lado que se volte, nosso espírito só encontra o vazio, ao passo que o espaço está cheio.

Mas o verdadeiro teatro, porque se mexe e porque se serve de instrumentos vivos, continua a agitar sombras nas quais a vida nunca deixou de fremir. O ator que não refaz duas vezes o mesmo gesto, mas que faz gestos, se mexe, e sem dúvida brutaliza formas, mas por trás dessas formas, e através da sua destruição, ele alcança o que sobrevive às formas e produz a continuação delas.

O teatro que não está em nada mas que se serve de todas as linguagens – gestos, sons, palavras, fogo, gritos – encontra-se exatamente no ponto em que o espírito precisa de uma linguagem para produzir suas manifestações.

E a fixação do teatro numa linguagem – palavras, escritas, música, luzes, sons – indica sua perdição a curto prazo, sendo que a escolha de uma determinada linguagem demonstra o gosto que se tem pelas facilidades dessa linguagem; e o ressecamento da linguagem acompanha sua limitação.

Para o teatro assim como para a cultura, a questão continua sendo nomear e dirigir sombras; e o teatro, que não se fixa na linguagem e nas formas, com isso destrói as falsas sombras mas prepara o caminho para um outro nascimento de sombras a cuja volta agrega-se o verdadeiro espetáculo da vida.

Romper a linguagem para tocar na vida é fazer ou refazer o teatro; e o importante é não acreditar que esse ato deva permanecer sagrado, isto é, reservado. O importante é crer que não é qualquer pessoa que pode fazê-lo, e que para isso é preciso uma preparação.

Isto leva a rejeitar as limitações habituais do homem e os poderes do homem e a tornar infinitas as fronteiras do que chamamos realidade.

É preciso acreditar num sentido da vida renovado pelo teatro, onde o homem impavidamente torna-se o senhor daquilo que ainda não é, e o faz nascer. E tudo o que não nasceu pode vir a nascer contanto que não nos contentemos em permanecer simples órgãos de registro.

Do mesmo modo, quando pronunciamos a palavra vida, deve-se entender que não se trata da vida reconhecida pelo exterior dos fatos, mas dessa espécie de centro frágil e turbulento que as formas não alcançam. E, se é que ainda existe algo de infernal e de verdadeiramente maldito nesses tempos, é deter-se artisticamente em formas, em vez de ser como supliciados que são queimados e fazem sinais sobre suas fogueiras. ”


O Teatro e Seu Duplo. Artaud.

quinta-feira, 4 de março de 2010

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LOCAL: PARK SHOPPING BARIGUI

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Companhia no Festival de Curitiba - 2010

PRIMEIRO CRIME

Invasão, infiltração, mapas, ruas, cidade. No principio era o verbo: as pessoas passam, andam em sentido opostos ou não? Enquanto isso... Um crime!? Eu tenho o direito de matar? Assim como Caim matou Abel ou Abel matou a si mesmo. Deus Matou, Deus Mata e isto esta inscrito nas ruas, calçadas, praças, largos e viadutos. Primeiro Crime: convite à cidade, a invasão e infiltração urbana.

Diretor: Darlei Fernandes de Oliveira - Elenco: Rafael Di Lari, Patricia Cipriano, Lígia Maggioni, Juliana Souza, Lucas Buchile e colaboradores.

Datas: 17/03 - 19:00, 22/03 - 19:00, 25/03 - 18:00 - Local: Praça Santos Andrade




Coração Acéfalo/Boca Desgarrada - Coletivo de Pequenos Conteúdos

Amor: verbo conjugável no tempo. Conjugação: junção, ligação. Acefalia: ausência de cabeça. Tudo isso desgarrado. Esquizofrenia sentimental e silêncio. Um homem e uma mulher que são homem e mulher, desgarrados e sem amor. Uma declaração: Jasão não ama Medéia, é apenas febre, uma doença passageira. H1N1. A pergunta: Medéia ama Jasão? H1N1 ? a resposta! Caleidoscópio sentimental, ilusão visual. O amor só existe na literatura e na farsa teatral.


Companhia Subjétil Texto: Criação coletiva Direção: Darlei Fernandes Elenco: Patricia Cipriano, Rafael Di Lari / Iluminação: Ana Paula Frazão / Sonoplastia: Clarissa Oliveira Produtora:Juliana Souza - 40 min


Datas: 18/03 - 17:00, 19/03 - 20:00, 20/03 - 14:00, 21/03 - 23:00, 27/03 - 11:00

Preços: R$ 12,00 e R$ 6,00 - Local: TUC

Retomando as investigações...

Nessas férias pensei muito em nós e no nosso trabalho e pra retomar o andamento das pesquisas deixo algumas anotações que fiz durante esse tempo.
As anotações correspondem ao artigo: Dramaturgia do espaço Urbano e o teatro "de invasão" escrito por André Luiz Antunes Netto Carreira e retiradas do livro "Reflexões sobre a cena", uma organização de artigos cientificos feito por Sheila Diab Maluf e Ricardo Bigi de Aquino.


"O ator está convocado a fazer do seu ato representacional uma experiência de outra ordem que mais se aproxima das dimensões do jogo, no qual co-existem os elementos técnicos da interpretação com uma vivência que dialóga com as incertezas próprias do espaço"


"A cidade invadida não é um cenário.(...) Ela modula a técnica e condiciona a percepção do público, pois a diferença do cenário a silhueta urbana é propriedade do público e porta um plano de significação prévio à intervenção teatral. Este plano será sempre uma força forte que é a que justamente interfere na própria performance do ator."


"...invadir a silhueta da cidade é de fato propor algo que extrapola o ato de 'levar o teatro às ruas', é tomar as ruas como matéria do próprio espetáculo."


"O espaço das ruas é fundamentalmente o espaço da vida cotidiana. Na rua se estabelece uma mescla quase infinita de possibilidades que a modernidade impregnou de significados. Estes estão quase sempre associados à idéia de transformação social. A rua como lugar das lutas políticas e da festa está associada necessariamente ao potencial de renovação, bem como se constitui como espaço de encontro e de conflito. Seria a própria cidade, ou melhor seus espaços públicos, o lugar onde se daria a luta por estabelecer significados de uma teatralidade que extrapola a dimensão da representação, pois supõe o jogo vivencial que se dá como condição básica do uso do espaço cênico "
Sei que já falamos milhares de vezes sobre essas coisas, mas acho importante retomá-las sempre que possível.
Um beijo da Paty em todos.