quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Diário SUBJÉTIL 003 - 28 de Agosto de 2010

(Fotos por Amanda Nenis (M&A Fotoghrafia)












Diário SUBJÉTIL 002: ...07 a 13 de Agosto de 2010







Uma preguiça de ensaiar me assola...mas é chegar no espaço, começar os trabalhos e tudo se potencializa .
(Darlei Fernandes)




Não sei o que está acontecendo, mas está acontecendo! Eu sei...
Penso muito em ritmo, intimidade e ironia.
(Patricia Cipriano)



Enquanto fumo o meu cigarro matinal, penso no quê escrever neste diário-relatório-esboço-de-pensamentos.
Chego à conclusão óbvia de que a melhor forma de começar é escrevendo!
É tão óbvia que não chega a ser clara.

(Rafael Di Lari)


Estamos todos juntos: Eu, Lucas, Patricia, Rafa as fotografas Máh e Amanda (só falta a Vida). A idéia é percorrer a praça, descobrir o que os signos escondem, o que há por trás de cada representação...
PAISAGEM URNANA - È tão difícil de percebe-la!!!!
(Darlei Fernandes)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Projeto Οἰδίπους

(OIDÍPOUS)

Damos início ao Projeto δίπους(Oidípous). O processo é continuo, ou seja, este é o desdobramento do que um dia já foi PPP e Primeiro Crime. Agora adentramos o universo trágico de Édipo. Aqui relataremos nossa andança, angústias, crises, criações, descobertas, etc...

DIÁRIO SUBJÉTIL 001: 31 de Julho de 2010.



DE DARLEI FERNANDES:

Chega de teorização, vamos à prática! Praça 29 de Março. Sugeri este espaço por ter uma área ampla e ser retirada do centro nervoso de Curitiba, mas, mesmo assim, central. Não sabia ao certo o que iríamos encontra lá. O que encontramos foram crianças brincando no play acompanhado de seus pais, praticantes de le parkour, garotos jogando futebol, um pessoal fazendo exercício na academia ao ar livre da praça, um mendigo tomando banho nas quedas de água, entre outros.
Lemos nossos de apresentação, conversamos sobre a estruturação da peça, apresentei o texto do prólogo do Prólogos e partimos para a ação.
Pensei que seria mais difícil, para mim, entrar nos exercícios propostos, visto que já tem algum tempo que não tenho este posicionamento de participação efetivo em nossos jogos e exercícios. Geralmente, fico de fora como o olhar de fora, mas agora é diferente, estou dentro!

Fizemos uma brincadeira, um jogo, onde expurgamos tudo sobre nossa identidade (ou quase tudo) e nossas visões sobre as personas de Édipo. Eu fui Laio! Não sei bem onde isso nos levará, mas percebemos que estamos indo para algum lugar. Não sabemos também se nos manteremos nessa praça, já que ela é tão diferente do que estamos acostumados: fluxos intensos. Vamos fazer mais algumas experiências.


De Rafael Di Lari:


Hoje adentramos o espaço urbano. Compartilhamos. Depois da “segurança” obtida com os nove meses de processo na rua com o Primeiro Crime, hoje estávamos um pouco enferrujados. Era um espaço novo para nós: Praça 29 de março. Nos sentimos um pouco desconfortáveis.

O corpo também estava inseguro, lento, frágil. As respostas aos impulsos criados pelo grupo demoravam a surgir. Timidamente apareciam as minhas impressões sobre Édipo, Jocasta, Laio, Creonte, Tirésias...Não sabia bem o quê dizer sobre eles. Ainda parecem estranhos, alheios a mim.

Quando falava sobre mim, mascarava uma vergonha por compartilhar com pessoas estranhas (àqueles que estavam na praça) coisas tão pessoais.

A conexão entre o grupo é evidente. Construímos juntos.

(In) Conscientemente criamos imagens, ocupamos esteticamente o espaço com nossos corpos. Construímos dramaturgia; improvisada, frágil, mas que aconteceu devido à troca, o jogo entre nós.


Ainda não sei ao certo o que acontecerá. Temos um chão, um norte, sólido mas...o processo sempre é caótico. Que bom!


De Patricia Cipriano:


O SOL, CURIOSO, PAROU DE SE ESCONDER E COMPARTILHOU O DIA CONOSCO...

É estranho voltar.
Nunca tinha ido à Praça 29 de Março , já tinha passado por ela várias vezes mas nunca estive nela, até hoje!

Concluí: Praça 29 de Março = Concreto/ Passagem - Fluxo/ Cheio - Vazio.

Pensei muito sobre o que fizemos hoje e senti falta de saber QUEM/O QUE ERA O ESPAÇO, coisa histórica, mesmo. Fiquei bem perdida quando me dei conta de que não tinha a menor idéia de onde eu estava, tirando é claro a noção de que era uma praça.

...

Por outro lado gostei desse desconforto que me colocou num estado de organização constante. A questão era, o que eu devia organizar?, uma vez que o Darlei mudou os planos do ensaio e eu não tinha onde me agarrar... isso foi Ótimo!!!

Coisa boa pra pensar: o que me desestabiliza?

Palavras chave: Alerta/ Prontidão/ Desconforto/ Vulnerabilidade.


Pensei muito nas composições que se formavam enquanto a gente se movimentava, sinto falta de um registro fotográfico.


sábado, 14 de agosto de 2010

Foi um bom sábado de esclarecimentos...

Não sei como falar sobre "Eu/Édipo" até por que não vejo isso como um paralelo mas como uma coisa só. O texto que produzi não expressa as imagens que tenho em mente. Penso muito na questão do descontrole e na ação por impulso, acredito que essa é minha parcela Édipo.
PATRICIA.CIPRIANO

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Peça Desmontável


Desmontável: que se pode desmontar.

Entendendo a cena como a união intrínseca entre ação, tempo e espaço, podemos concluir que estes, e somente estes, são os elementos necessário para a realização cênica. Texto, público, palco, etc. são conseqüências ou extensões dos três elementos antes citados. Ao se criar teatro, cria-se uma relação espacial, ficcional ou não, num período de tempo, com ou sem o auxilio de texto, através de ações, geralmente realizadas por um atuante (ator, performer, etc.) que não necessariamente precisa ser um ser humano. Ao se estipular um mote, uma discussão, um tema, uma fuga, etc. têm-se um conteúdo, uma questão a se levantar perspectivas. Consideramos o conceito de PEÇA DESMONTÁVEL em nossos trabalhos onde toda a feitura cênica necessite apenas de um atuante, um espaço, num determinado tempo (qualquer). DESMONTÁVEL por poder o evento cênico se realizar em qualquer local, sem qualquer especificidade ou necessidades externas a ação, tempo e espaço. PEÇA DESMONTÁVEL não pela simplicidade de se fazer qualquer coisa em qualquer lugar, mas pela complexidade das relações discutidas pela arte. O que aqui pode parecer simples é, na realidade, um trabalho de investigação processual que busca a exclusão de qualquer excesso. Não por isso nos refugiamos num território exclusivo do teatro, pelo contrario, pela fuga dos excessos rompemos fronteiras (literalmente) para a compreensão de uma linguagem em expansão (a cena expandida) onde termos como hibridismo, interferência, territórios, fronteiras, diásporas, interdisciplinaridade, etc. não sejam apenas conceitos modistas, mas práticas reais do processo criativo. Por isso... Desmontemo-nos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SUBJÉTIL Pelo Brasil: Curitiba, Araucária, Manaus, Belo Horizonte, Brasília.

1. Curitiba
Novembro de 2009.



Começamos este trajeto partindo de Curitiba, nosso lar, casa, abrigo, espaço de ensaio e realizações. Depois de mais de um ano percorrendo ruas, praças, largos, galerias, viadutos e fluxos desta cidade com o evento cênico, “Primeiro Crime” adentramos o Teatro da Caixa para a estréia de “Coração Acéfalo/ Boca Desgarrada”, dentro da Mostra Cena Breve, realizado pela CiaSenhas, em novembro de 2009.
Ali demos o primeiro passo para um percurso que já mais imaginaríamos. Não sobre reconhecimentos, realização artística e profissional, mas para encontros, trocas, afetos (desafetos também). Enfim, para uma experiência que nos atravessou profundamente: Apresentar o espetáculo “Coração Acéfalo/Boca Desgarrada” em diferentes cidades do Brasil.
Não sabíamos o que esperar de nossa estréia, pois este foi o nosso primeiro trabalho sem a orientação de um professor, mestre ou acadêmico qualquer, o primeiro passo sem o auxílio de uma mão para evitar o tombo. Não caímos, saímos andando com passos firmes. Obviamente que neste momento criamos novas relações, mas não mais de professores e colegas de turma, agora de parceiros e amigos de profissão e loucuras: Sueli Araujo, Márcia Moraes, Greice Barros, e todos da CiaSenhas, Liis (Amabilis de Jesus), Francisco Gaspar, Ana Paula Frasão, Clarice Oliveira, Manu Assini, Máh Lima, Roni Rodrigues, Amanda Nenis, o pessoal do Teatro Barracão, etc. Enfim... Todos aqueles que estão nesta jornada em nosso lado (e aqueles que não estão também, os invejosos e malvados).
Ali na 5° Mostra Cena Breve Curitiba foi onde nascemos como artistas independentes. Fomos um dos quatro grupos selecionados para um mine temporada em Araucária. Ali, então, novas trocas e expansão de amizades e experiências cênicas e pessoais.

2. Araucária:
Novembro de 2009.




Três dias, três apresentações, quatro grupos. Éramos nós, a SUBJÉTIL, Súbita Companhia de Teatro, Cia dos Palhaços e Cia de 5 Cabeças, além do pessoal da CiaSenhas. Era uma viagem de quase uma hora de Curitiba à Araucária, íamos conversando, cantando, o pessoal da 5 Cabeças se maquiando, enfim, íamos cheios de expectativas para a noite que viria. Antes que ela chegasse, montagem de luz, ensaio, lanchinho, fofocas, bate papo, cerveja no bar, mais bate papo, risadas... Concentração!
Éramos recebidos todas as noites por um público acolhedor e participativo, entravam em nossas tramas, jogos e espetáculos de forma sincera. Éramos sempre bem recebidos, também, pela equipe do Teatro da Praça.
Nós, subjéteis, deixamos nos levar por todas essas trocas também de forma aberta. Ali em Araucária demos início a uma nova amizade que cresce a cada dia mesmo com a distância, o pessoal de Minas, a companhia (inexistente) de 5 cabeças: Byron O’Neill, Ronaldo Jannotti, Carol Oliveira, Luisa Rosa, Mariana Câmara e Saulo Salomão - amamo-os!

3. Manaus:
Março de 2010.



Loucura: Para conseguir passagens, por atravessar o Brasil, por estar na Amazônia, por ser recebido por um público louco e extremado. Participamos do 2° Festival Breves Cenas de Manaus. Teatro Amazonas, uma loucura de teatro. Para 700 pessoas, todas loucas. Lá reencontramos nossos queridíssimos das 5 Cabeças, de BH. Além deles gente do Ceara, Pará, São Paulo, e outros cantos do Brasil.
Nosso grande medo era o de como seria nosso espetáculo num espaço tão grande. O Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, no auge do ciclo da borracha. O edifício em si é uma grande obra de arte, como concorrer com isso? Não tivemos problemas ele nos recebeu de coxias abertas, assim como os produtores e técnicos do Festival nos receberam de braços abertos e com muito calor. Um calor tão grande que só os banhos de piscina no fim da noite abrandavam. Lá, na piscina, nos reuníamos todos. Comentávamos as apresentações, projetos, preferências, referências – uma loucura de troca-troca!

3. Belo Horizonte:
Junho de 2010.



Segundo o Leo Lessa, coordenador do Festival Cenas Curtas, “é um erro de nosso presidente querer fazer um trem bala ente São Paulo e Rio, afinal eles se odeiam, o trem teria que ser entre Curitiba e BH, nós nos amamos”. Não sei o que acontece, mas esta relação Curita/BH dá super certo.
Chegamos a BH de forma toda errada, Eu e Paty perdemos o vôo em Curitiba, chegamos a BH muito tarde, não sabíamos como chegar ao albergue em que nos hospedaríamos, pegamos carona, dormimos com fome em quartos separados com um monte de gente que não conhecíamos. Coisas da vida. No dia seguinte o Rafa chegou.
Estávamos em plena copa. A produção do Festival se baseou em futebol para fazer a arte do evento. O programa era um álbum de figurinhas onde, a cada dia, o público recebia um pacotinho com as figurinhas com fotos dos espetáculos. No entreato era uma loucura o troca-troca de figurinhas. E trocamos muito, muitas conversas nos bastidores, no bar do festival, nos botecos, restaurantes, festas... Saímos de Minas com a bagagem cheia.
O espetáculo foi bem recebido, porém fomos desclassificados por termos avançado o tempo de apresentação. Apresentamos a peça em 18 minutos, avançamos 3 do tempo regulamentar. Mas foi ótimo! Gol de Placa!

4. Brasília:
Julho de 2010.



Não sabíamos se íamos ou não, recebemos as passagens um dia antes da viagem. Fomos juntos de vários grupos de Curitiba: Cia de Teatro de Cajus, Cassiana Lopes e Sávio Malheiros, Daiane Rafaela e Gabriel Machado, além da Marcinha da CiaSenhas. Curitiba invadiu o planalto central junto dos mineiros, estavam lá a Companhia de 5 Cabeças e a Companhia do Chá. Reencontramos também um pessoal de Manaus, as meninas do espetáculo “Pronto para Mudar”, de São Paulo, que se apresentou em BH e as “Marias da Graça”, grupo de palhaças do Rio que tivemos o prazer de dividir o palco em BH. Conhecemos em Brasília o queridíssimo Gero Camilo com quem tivemos o prazer de discutir sobre teatro, cinema e vídeos do youtube.
Ficamos apenas um dia e meio no distrito federal, mas este tempo foi suficiente para trocarmos mais um pouco com artistas de várias partes do Brasil. O Festival Cenas Curtas Dulcina de Moraes esta em sua 3° Edição. Há muita coisa para acontecer ali ainda, mas já foi possível ver que Brasília esta pronta para concretizar uma conexão muito rica que esta acontecendo entre os festivais de cenas curtas de todo o Brasil.


Temos que deixar claro aqui que estas viagens e trocas que aconteceram em quatro das cinco regiões do Brasil só foram possíveis graças ao apoio da CiaSenhas de Teatro e da 5° Mostra Cena Breve de Curitiba, Toda equipe da companhia SUBJÉTIL, nossos familiares (nossos maiores apoiadores), Gleisi Hoffmann, Itaipu Binacional, CUT – PR, Coordenações e Produções dos seguintes festivais e teatros: Mostra Cena Breve de Curitiba, Teatro Araucária, Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, Festival Breves Cenas de Teatro de Manaus e Festival Dulcina de Cenas Curtas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PROCURA-SE - UMA FESTA PARA ENLOUQUECER O SUBJÉTIL!!!

NESTE SÁBADO NÃO PERCA A FESTA MAIS PROCURADA. A INTENÇÃO É QUE VOCÊ SE PERCA E APRECIE SEM MODERAÇÃO!!!






UMA REALIZAÇÃO COMPANHIA SUBJÉTIL E GIL PRETO